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A Biopsia do Fígado de Oscar

Naquele ano de 2009, devido ao valor dos remédios, o Governo só oferecia o tratamento segundo um rigoroso protocolo criado pelo SUS.

Praticamente só ofereciam tratamento para quem já estava morrendo, com cirrose, ou com câncer, ou à beira de um transplante.

Uma das etapas do protocolo era a apresentação da biopsia do fígado demonstrando o estado do órgão e o estágio dos danos provocados pelo vírus da Hepatite C, o HCV.

Eu, Oscar, sou oriundo de uma família  aonde várias pessoas tem problemas no coração. O meu Avo Oscar morreu com um problema no coração no sertão da Bahia aos 41/44 anos, não se sabe ao certo. O pai dele também chamado Oscar também morreu com problemas no coração aos 33 anos de idade.

Eu tive a sorte de meus pais serem retirantes nordestinos e terem ido morar na cidade de Santos, SP, aonde nasci e aonde detectei um problema no coração aos 16 anos de idade, em fins de 1974, quando estava renovando minha carteira de saúde para trabalhar. Viram alguma coisa numa simples chapinha de pulmão e iniciei uma investigação médica.

Descobriram que eu tinha CIA, Intercomunicação Auricular, e o fato é que operei o coração aos 17 anos de idade em 1975, o que não era considerado uma cirurgia simples naquele tempo sendo que na ocasião recebi a reposição de litros de sangue.

O vírus HCV já circulava nessa época, porém, ainda não havia sido classificado, o que só ocorreu em 1988 quando ganhou um CID, Código Internacional de Doenças.

Provavelmente fui infectado nessa cirurgia e o vírus estava danificando meu fígado há pelo 30 anos.

Como resultado desse processo a biopsia de meu fígado apontou que eu estava pré-cirrotico, com Fibrose 3 numa escala de 0 a 4, ou seja de F0 a F4, e por esse motivo o Governo liberou meu tratamento.

Veja abaixo minha Biopsia realizada em 2009